O santuário Mizutome fica numa colina de uns 25 m na margem norte do Lago do Anel, em Kamimachi. Os moradores o chamam de Mizutome-sama. No terreno do santuário, a água de uma fonte no alto da colina passa pelo pavilhão de purificação, desce por um canal ao lado do caminho de acesso e volta ao lago. Todo outono, na véspera do Esvaziamento em Kamimachi, acontece ali a festa de Mizunuki.

- Resumo
- A água no santuário
- A bacia-balde e a bacia de outono
- O objeto sagrado: a Rolha
- A festa de Mizunuki
- Como visitar
Resumo
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Endereço | Kamimachi, cidade de Tokomizu, na colina da margem norte do Lago do Anel |
| Divindade | Mizurusu-no-Kami, deus local que guardaria o lugar da água enquanto ela está ausente |
| Objeto sagrado | A Rolha (tomesen), um velho tampão de madeira de cânfora |
| Festa | A festa de Mizunuki (véspera do Esvaziamento em Kamimachi) |
| Bacia de outono | Da manhã da festa de Mizunuki até o fim de novembro |
As cerimônias ficam a cargo do santuário e dos paroquianos de Kamimachi. A prefeitura cuida dos canais, do tráfego de barcos e da guarda dos peixinhos-dourados no dia da festa.
A água no santuário

Uma pequena fonte brota da rocha atrás do salão de oração. Dizem que é a água que corre por baixo do monte Mizufuji e aflora só neste ponto, ao pé da colina.
Um cano de bambu leva a água da fonte até o pavilhão de purificação. A água que transborda da bacia cai numa canaleta de pedra, entra no canal de purificação ao lado da escadaria e desce de patamar em poço até voltar ao Lago do Anel, ao lado do atracadouro.
Nos poços do canal de purificação vivem carpas sagradas (carpas nativas que só existem nos canais dos santuários e em algumas águas especiais). Não são os peixinhos-dourados das casas. A água deste canal nunca é interrompida, nem no dia da festa.
A bacia-balde e a bacia de outono

O pavilhão de purificação fica no meio da escadaria, logo antes do torii. A bacia foi escavada num único bloco de granito em forma de balde de madeira, com aros esculpidos em volta. Os moradores a chamam de bacia-balde (oke-chōzu); dizem que a forma lembra a passagem dos peixes para os baldes na festa de Mizunuki.
Um dos pilares tem uma antiga emenda, contornada de laca vermelha, como manda o costume da cidade. As conchas são de latão.
A bacia de outono

Na manhã da festa de Mizunuki, depois da purificação dos baldes, a superfície da bacia é trocada para o outono: folhas de bordo, pequenos crisântemos e gencianas, com algumas folhas de ginkgo. Fica assim até os preparativos do inverno, no fim de novembro.
A única regra para quem arruma as flores é deixar no meio da água um espaço onde nada flutua. Ali se refletem o verde do cobre do beiral e o céu. À tarde, acende-se a lanterna de vidro sob o beiral.

Pedimos a gentileza
- Não devolva à bacia a água tirada com a concha; deixe-a escorrer pela canaleta a seus pés. No santuário se diz: “A água que se tira volta ao canal.”
- Não solte peixinhos-dourados de casa na bacia nem no canal de purificação.
- Não leve as flores e folhas que flutuam na bacia.
O objeto sagrado: a Rolha

O objeto sagrado é um velho tampão de madeira de cânfora com cerca de 28 cm de altura, apertado perto do topo por um único anel de bronze.
Conta-se que, num outono pouco depois da Grande Ascensão, pessoas que limpavam um canal esqueceram os peixinhos-dourados de uma pequena poça. Uma criança que ficou por último tapou a saída da água com este tampão e chamou os adultos de volta. Desde então, dizem, Kamimachi sempre põe alguém para cuidar do que fica, além de quem esvazia a água.
A festa de Mizunuki
A festa de Mizunuki acontece na véspera do Esvaziamento em Kamimachi. Os peixinhos-dourados das casas passam para baldes, e pede-se à água dos canais que “ceda o lugar por uma noite só”. Em Chōwa 137, foi realizada em .
| Horário (aproximado) | Programa |
|---|---|
| 7h | Erguer a cortina e purificar os baldes (o objeto sagrado é mostrado e a bacia passa a ser a bacia de outono) |
| 9h | Receber os peixes (as casas começam a passar seus peixinhos-dourados para baldes) |
| 10h – meio-dia | A corrida dos baldes |
| Meio-dia – 15h | O caminho dos baldes (os baldes de peixes são levados ao posto de guarda) |
| 16h | Contagem e premiação |
| Por volta das 17h30 | A dança do balde devolvido |
| Por volta das 19h | O rito de Deixar uma gota |
| Na manhã seguinte | O Esvaziamento (os guardas das águas verificam que não ficou nenhum peixe e então esvaziam) |
A corrida dos baldes
Vence quem passar mais peixinhos-dourados para um balde em três minutos, usando uma tigela rasa de madeira que recolhe peixe e água juntos. Quem conta são os guardas dos peixes. Só contam os peixes que nadam bem, e cada balde tem um limite. O vencedor guarda por um ano o balde decorado, o “primeiro balde”. Nunca se dão peixes nem dinheiro como prêmio.
Deixar uma gota
À noite, a água de um prato branco é devolvida aos poucos a outro recipiente, e a última gota fica ao lado do objeto sagrado. Diz-se que significa que “até o trabalho de esvaziar traz o dever de deixar algo”.
*No dia da festa, o tráfego de barcos no pequeno canal do local fica fechado das 10h ao meio-dia. Para o Esvaziamento que vem depois, veja “Colabore com a limpeza de outono dos canais (o Esvaziamento)” (em japonês).
Como visitar
- De barco: é possível atracar no atracadouro ao pé da colina. Os tsujibune (barcos-táxi) também vão até lá.
- A pé: pela rua da beira do lago em Kamimachi, passe pelo torii do atracadouro e suba a escadaria.
- No santuário, siga os avisos do próprio santuário.
Informações sobre o local da festa são dadas pela seção de eventos da secretaria de turismo.
