Santuário Mizutome (Mizutome-sama)水留神社(水留さま)

Atualizado em: Nº da página: 6802

O santuário Mizutome fica numa colina de uns 25 m na margem norte do Lago do Anel, em Kamimachi. Os moradores o chamam de Mizutome-sama. No terreno do santuário, a água de uma fonte no alto da colina passa pelo pavilhão de purificação, desce por um canal ao lado do caminho de acesso e volta ao lago. Todo outono, na véspera do Esvaziamento em Kamimachi, acontece ali a festa de Mizunuki.

O santuário Mizutome visto do Lago do Anel: um torii vermelho no atracadouro e pavilhões de telhado de cobre entre as folhas de outono
O santuário Mizutome visto do Lago do Anel. Um torii fica no atracadouro ao pé da colina

Resumo

ItemDetalhes
EndereçoKamimachi, cidade de Tokomizu, na colina da margem norte do Lago do Anel
DivindadeMizurusu-no-Kami, deus local que guardaria o lugar da água enquanto ela está ausente
Objeto sagradoA Rolha (tomesen), um velho tampão de madeira de cânfora
FestaA festa de Mizunuki (véspera do Esvaziamento em Kamimachi)
Bacia de outonoDa manhã da festa de Mizunuki até o fim de novembro

As cerimônias ficam a cargo do santuário e dos paroquianos de Kamimachi. A prefeitura cuida dos canais, do tráfego de barcos e da guarda dos peixinhos-dourados no dia da festa.

A água no santuário

Escadaria de pedra sob bordos de outono, com o canal de purificação em degraus à direita e carpas sagradas nos poços
A escadaria de acesso e o canal de purificação (mitarashi). Carpas sagradas vivem nos poços de cada patamar

Uma pequena fonte brota da rocha atrás do salão de oração. Dizem que é a água que corre por baixo do monte Mizufuji e aflora só neste ponto, ao pé da colina.

Um cano de bambu leva a água da fonte até o pavilhão de purificação. A água que transborda da bacia cai numa canaleta de pedra, entra no canal de purificação ao lado da escadaria e desce de patamar em poço até voltar ao Lago do Anel, ao lado do atracadouro.

Nos poços do canal de purificação vivem carpas sagradas (carpas nativas que só existem nos canais dos santuários e em algumas águas especiais). Não são os peixinhos-dourados das casas. A água deste canal nunca é interrompida, nem no dia da festa.

A bacia-balde e a bacia de outono

O pavilhão de purificação no meio da escadaria; folhas de bordo e crisântemos flutuam numa bacia de pedra em forma de balde
O pavilhão de purificação no meio da escadaria. A bacia é uma pedra esculpida em forma de balde

O pavilhão de purificação fica no meio da escadaria, logo antes do torii. A bacia foi escavada num único bloco de granito em forma de balde de madeira, com aros esculpidos em volta. Os moradores a chamam de bacia-balde (oke-chōzu); dizem que a forma lembra a passagem dos peixes para os baldes na festa de Mizunuki.

Um dos pilares tem uma antiga emenda, contornada de laca vermelha, como manda o costume da cidade. As conchas são de latão.

A bacia de outono

A superfície da bacia: bordo, crisântemos e gencianas nas bordas, o beiral e o céu refletidos no centro livre
A bacia de outono. O centro da água fica sempre livre

Na manhã da festa de Mizunuki, depois da purificação dos baldes, a superfície da bacia é trocada para o outono: folhas de bordo, pequenos crisântemos e gencianas, com algumas folhas de ginkgo. Fica assim até os preparativos do inverno, no fim de novembro.

A única regra para quem arruma as flores é deixar no meio da água um espaço onde nada flutua. Ali se refletem o verde do cobre do beiral e o céu. À tarde, acende-se a lanterna de vidro sob o beiral.

O pavilhão de purificação de telhado de cobre diante das folhas de outono, com flores flutuando na bacia-balde
O pavilhão de purificação diante das folhas de outono

Pedimos a gentileza

  • Não devolva à bacia a água tirada com a concha; deixe-a escorrer pela canaleta a seus pés. No santuário se diz: “A água que se tira volta ao canal.”
  • Não solte peixinhos-dourados de casa na bacia nem no canal de purificação.
  • Não leve as flores e folhas que flutuam na bacia.

O objeto sagrado: a Rolha

A Rolha, objeto sagrado do santuário: um velho tampão de madeira com anel de bronze, ao lado de um prato branco com água
A Rolha, objeto sagrado do santuário. A cortina só é erguida uma vez por ano, no dia da festa de Mizunuki

O objeto sagrado é um velho tampão de madeira de cânfora com cerca de 28 cm de altura, apertado perto do topo por um único anel de bronze.

Conta-se que, num outono pouco depois da Grande Ascensão, pessoas que limpavam um canal esqueceram os peixinhos-dourados de uma pequena poça. Uma criança que ficou por último tapou a saída da água com este tampão e chamou os adultos de volta. Desde então, dizem, Kamimachi sempre põe alguém para cuidar do que fica, além de quem esvazia a água.

A festa de Mizunuki

A festa de Mizunuki acontece na véspera do Esvaziamento em Kamimachi. Os peixinhos-dourados das casas passam para baldes, e pede-se à água dos canais que “ceda o lugar por uma noite só”. Em Chōwa 137, foi realizada em .

Horário (aproximado)Programa
7hErguer a cortina e purificar os baldes (o objeto sagrado é mostrado e a bacia passa a ser a bacia de outono)
9hReceber os peixes (as casas começam a passar seus peixinhos-dourados para baldes)
10h – meio-diaA corrida dos baldes
Meio-dia – 15hO caminho dos baldes (os baldes de peixes são levados ao posto de guarda)
16hContagem e premiação
Por volta das 17h30A dança do balde devolvido
Por volta das 19hO rito de Deixar uma gota
Na manhã seguinteO Esvaziamento (os guardas das águas verificam que não ficou nenhum peixe e então esvaziam)

A corrida dos baldes

Vence quem passar mais peixinhos-dourados para um balde em três minutos, usando uma tigela rasa de madeira que recolhe peixe e água juntos. Quem conta são os guardas dos peixes. Só contam os peixes que nadam bem, e cada balde tem um limite. O vencedor guarda por um ano o balde decorado, o “primeiro balde”. Nunca se dão peixes nem dinheiro como prêmio.

Deixar uma gota

À noite, a água de um prato branco é devolvida aos poucos a outro recipiente, e a última gota fica ao lado do objeto sagrado. Diz-se que significa que “até o trabalho de esvaziar traz o dever de deixar algo”.

*No dia da festa, o tráfego de barcos no pequeno canal do local fica fechado das 10h ao meio-dia. Para o Esvaziamento que vem depois, veja “Colabore com a limpeza de outono dos canais (o Esvaziamento)” (em japonês).

Como visitar

  • De barco: é possível atracar no atracadouro ao pé da colina. Os tsujibune (barcos-táxi) também vão até lá.
  • A pé: pela rua da beira do lago em Kamimachi, passe pelo torii do atracadouro e suba a escadaria.
  • No santuário, siga os avisos do próprio santuário.

Informações sobre o local da festa são dadas pela seção de eventos da secretaria de turismo.

Páginas relacionadas

Voltar ao topo

Voltarao topo